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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Música e comportamento


Photo by Lottery Monkey

É interessante ver autoridades e pais extremamente preocupados com a programação telesiva e games de violência (com toda razão) mas, se esquecendo, inocentemente, da influência que determinadas músicas exercem sobre os jovens. Peraí, não sou nenhum repressor nem a favor da censura, mas há que se exercer um certo controle social. Essa pesquisa esclarece um pouco o que quero dizer:

"De acordo com um estudo recente, os adolescentes americanos escutam, em média, 84 referências ao uso de substâncias (muitas favoráveis) por dia. Em 279 das músicas mais populares de 2005, mais de um terço continha referências a atividades sexuais degradantes. O estudo atual, publicado em fevereiro de 2009, mostrou uma forte influência sobre o comportamento sexual dos jovens expostos a músicas "sexuais"." Big Picture: Music, Mind and Medicine [PDF 2.14MB].

Ver também:
Erotização da música influi na precocidade sexual da criança
Exposure to Degrading Versus Nondegrading Music Lyrics and Sexual Behavior Among Youth

Nem tudo é ruim:
Hip Hop "Como movimento cultural, o hip-hop tem servido como ferramenta de integração social e mesmo de re-socialização de jovens das periferias [...]"
O rap e o funk na socialização da juventude

terça-feira, 2 de junho de 2009

Acidentes de avião são raros mas extremamente trágicos!!!

© Recorte e marcação by Niro

Viajar de avião é seguro em relação a outros meios de transporte. São estatísticas difíceis de serem contestadas. Porém, quando acontece um acidente, como esse Airbus A330 da Air France, vôo AF 447 Rio-Paris, com 228 pessoas a bordo, a humanidade fica em estado de choque.

Fatalidades assim envolvem toda a mídia global e parece que o mundo pára para vivenciar todo o ritual de processos que envolve o desenrolar do caso. Para as pessoas diretamente envolvidas (familiares e amigos) deve ser, com certeza, momentos de muita dor e angústia.

Dentro desse contexto, me impressionam duas coisas:
1) Que uma empresa do porte da Air France especule a remota possibilidade do avião ter sido derrubado por um raio. Para quê? Preservar o nome da empresa? Fez a pedido da Airbus? Não dá para entender tamanho despautério, uma vez que cientificamente e na prática, já foi comprovado que um raio dificilmente derrubaria uma aeronave desse porte;

2) Já era esperado que a "imprensa marron" viesse perturbar. O jornal francês Le Télégrame.com apresenta um texto de seu colaborador Jean Guisnel, especialista em assusntos militares. No artigo (clique na imagem para ampliar e ver meus grifos ou aqui para o artigo completo), puramente especulativo, Guisnel "pisa em ovos" mas faz questão de incucar nos incautos a possibilidade de um atentado terrorista.

Apesar de saber que isso não resolve, não deixo de ficar puto com esse tipo de reportagem. Sabemos que não apenas no Brasil, mas em todos os países do mundo há uma parcela da população alienada e crédula (para ser educado) que vai engolir esse sapo.

Qual o problema? É simples: nosso mundo globalizado dá continuidade sutil aos regimes tiranos ao governar pelo medo e, a imprensa faz parte disso, porque medo vende. MEDO VENDE e MUITO!!! Ainda não deu para esquecer a gripe suína e um bando de desinformados em pânico comprando caixas de máscaras aqui, aqui mesmo em Brasília, na "Rua das Farmácias". Só não usaram ainda porque sentem vergonha de tanto medo!!!

E assim, o modelo global pós-capitalista vende tudo, até a emoção das pessoas, sem o menor tipo de respeito. Tempos sombrios!!!