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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Música e comportamento


Photo by Lottery Monkey

É interessante ver autoridades e pais extremamente preocupados com a programação telesiva e games de violência (com toda razão) mas, se esquecendo, inocentemente, da influência que determinadas músicas exercem sobre os jovens. Peraí, não sou nenhum repressor nem a favor da censura, mas há que se exercer um certo controle social. Essa pesquisa esclarece um pouco o que quero dizer:

"De acordo com um estudo recente, os adolescentes americanos escutam, em média, 84 referências ao uso de substâncias (muitas favoráveis) por dia. Em 279 das músicas mais populares de 2005, mais de um terço continha referências a atividades sexuais degradantes. O estudo atual, publicado em fevereiro de 2009, mostrou uma forte influência sobre o comportamento sexual dos jovens expostos a músicas "sexuais"." Big Picture: Music, Mind and Medicine [PDF 2.14MB].

Ver também:
Erotização da música influi na precocidade sexual da criança
Exposure to Degrading Versus Nondegrading Music Lyrics and Sexual Behavior Among Youth

Nem tudo é ruim:
Hip Hop "Como movimento cultural, o hip-hop tem servido como ferramenta de integração social e mesmo de re-socialização de jovens das periferias [...]"
O rap e o funk na socialização da juventude

terça-feira, 2 de junho de 2009

Psicossomático ou Psicogênico?

© Montagem by Niro

Confesso que eu usava o termo Psicossomático sempre que queria me referir a doenças cuja causa eu creditava a fatores psíquicos. Se você estiver disposto a atribuir a causa da doença UNICAMENTE a fatores psicológicos o termo correto é Psicogênico.

Psicossomático se refere a doenças de fundo psicológico em conjunto com outros intervenientes como alimentação, ambiente, atividade física, etc.

Quem explica é Ken Wilber em trecho de seu livro "Graça e Coragem - Espiritualidade e Cura na Vida e Morte de Treyakillam Wilber". Citando um outro livro de um renomado médico e pesquisador, Wilber faz uma boa definição dos termos:

"[...] Steven Locke e Douglas Colligan escreveram em The Healer Within (O Curador Interno), com efeito, toda doença tem um componente psicológico e todo processo de cura é afetado pela psicologia. Mas, continuam os autores, o problema é que as pessoas confundem o termo psicossomático, que significa que um processo de doença física pode ser afetado por fatores psicológicos, com o termo psicogênico, que significa que a doença é causada somente por fatores psicológicos. Os autores afirmam: "No sentido correto da palavra, toda doença pode ser considerada psicossomática; talvez seja a hora de aposentar definitivamente o termo psicossomático. [Porque] tanto o público como alguns médicos usam as palavras psicossomático (significando que a mente pode influenciar a saúde do corpo) e psicogênico (significando que a mente pode causar doenças no corpo) intercambiavelmente. Eles perderam de vista o verdadeiro significado de doença psicossomática." Como Roberto Ader sugere, "Não estamos falando sobre a causação das doenças mas sim da interação entre eventos psicossociais e condições biológicas pré-existentes."

Os próprios autores mencionam hereditariedade, estilo de vida, drogas, local, ocupação, idade e personalidade. É a interação de todos esses fatores – eu adicionaria fatores existenciais e espirituais – de todos os níveis que, juntos, parecem influenciar a causa e o curso das doenças físicas. Escolher um desses fatores e ignorar os demais é uma simplificação absurda."

O livro "The Healer Within" tem por base a nova ciência da psiconeuroimunologia. Trata-se de coisa séria. O autor principal, Dr. Steven Locke é professor de Psiquiatria da Escola de Medicina de Harvard e professor de Ciências da Saúde do Instiituto de Tecnologia de Massachusetts.

Volto a falar no livro de Wilber, "Graça e Coragem", que dizem ser leitura obrigatória, no próximo post.